UEM é a primeira universidade do Paraná a formar indígena com título de doutor
Tese aborda processo de construção de escola indígena intercultural e bilíngue feita pelos próprios indígenas. Saiba mais.
Jefferson Gabriel Domingues, diretor do Colégio Estadual Indígena Yvy Porã, na região norte do Paraná, tornou-se o primeiro doutor indígena a defender uma tese em uma Instituição de Ensino Superior (IES) do Paraná.
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A defesa tese do pesquisador, intelectual e gestor indígena da etnia Guarani Nhandewa ocorreu no curso de doutorado em Educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), oferecido pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPE), que possui uma política de ação afirmativa em consonância com as orientações da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
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Intitulada “A construção de uma escola intercultural Guarani Nhandewa: ação comunitária e gestão indígena”, a tese, orientada pela professora Rosangela Célia Faustino, aborda o processo de construção de uma escola indígena intercultural e bilíngue feita pelos próprios indígenas, contando com os etnoconhecimentos e epistemologias da ancestralidade indígena.
Segundo Jefferson Gabriel “o desafio foi construir, com autonomia e protagonismo, uma escola que atenda aos anseios da nossa comunidade, das nossas práticas de sustentabilidade, fortalecendo a identidade indígena dos jovens e das crianças Guarani e, ao mesmo tempo, seja uma escola de qualidade, ensinando a ciência universal de forma humanizada e emancipadora”.
Sob a coordenação da professora Maria Christine Berdusco Menezes, Comissão Universidade para os Índios (Cuia) cuida do processo de ingresso e inclusão dos estudantes indígenas, além de realizar o acompanhamento didático-pedagógico.
A universidade também possui o Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-história (LAEE), o Grupo de Estudos e Pesquisa em Educação Escolar e Superior Indígena no Paraná, o Grupo de Estudos e Pesquisas em Políticas Educacionais, Formação de Professores, Ação Docente e Educação Escolar Indígena, e a Associação dos Universitários Indígenas (Auind).
Essas instâncias desenvolvem projetos voltados à educação escolar e superior junto às comunidades indígenas no Paraná.
Além de oferecer vagas todos os anos por meio do Vestibular dos Povos Indígenas do Paraná, a UEM oferece sistemas de cotas como política de permanência em alguns programas de pós-graduação.